José, um guerreiro vencedor (parte 1)

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A história de José é bem conhecida, por isso quero propor fazer algo diferente, uma reflexão acerca das atitudes de José. Mesmo assim vou fazer uma breve introdução:

José é considerado o último dos patriarcas do início da bíblia. O nome José quer dizer Yavé acrescenta, em hebraico. O próprio nascimento de José já é um milagre, já que sua mãe Rebeca era considerada infértil. José foi um personagem tão importante e de caráter tão nobre, que a maioria dos estudantes da Bíblia reconhecem em José e em sua missão muitos paralelismos com a vida e a de Jesus. Por exemplo:

Ambos foram rejeitados por seus irmãos;

Ambos foram vendidos por prata, como escravos;

Sofreram em países estrangeiros, pelo bem dos que o afligiam;

Demonstraram extrema capacidade de praticar o perdão.

Provas da existência de José

“No Antigo Testamento a história de José é uma das sagas mais conhecidas. Vítima da inveja de seus irmãos, José teve sua túnica rasgada, foi vendido como escravo e levado para o Egito. Injustamente foi mandado para a prisão, mas fora liberto e promovido a primeiro-ministro, após decifrar um obscuro sonho do faraó que previa fome no país por longo tempo.” Existe um papiro datando de 40 anos após o tempo de José, que hoje está no museu da Universidade Brooklyn, com uma lista de 79 escravos que serviam na casa de um rico comerciante Egípcio, tal como Potifar. Aproximadamente 45 desses nomes são da região sírio-palestina, e soam como legitimamente hebreus. Indício de que escravos de origem semita eram comuns no Egito.

O egiptólogo alemão Heinrich Brugsch descobriu um texto que retrata um período de fome muito parecida com a história bíblica de José. Este texto, foi escrito por um certo Baba, que foi governador da cidade de El-kab, sul de Tebas, que viveu durante a 17ª dinastia, que segundo a cronologia do Norte, seria a 16ª dinastia. Esse período poderia ser parte do tempo em que José governou o Egito. O texto diz que “o que o governador hebreu fez pelo seu país, Baba fez pela sua cidade”, segundo as orientações de José.

1º Parte: o que ele fez de errado

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José nasceu quando Jacó, seu pai, ainda trabalhava para Labão, seu sogro. Foi o décimo-primeiro filho de Jacó, e o primeiro filho de Raquel, a mulher a quem Jacó amava (segundo os relatos de Gênesis 30:24 e 35:24). Sua mãe lhe deu esse nome como expressão do seu desejo de ter outro filho – o que aconteceu no nascimento de Benjamim.

A palavra de Deus diz inicialmente que José era um jovem de dezessete anos, que apascentava rebanhos com seus irmãos e trazia notícias deles para o seu pai. José era mais amado por seu pai Jacó, do que todos os seus irmão e ganhava presentes dele! José possuía um TESOURO de virtudes valiosíssimo e não cuidou dele com a devida atenção. Ele expôs seu conteúdo para os irmãos invejosos, que passaram a odiar ele cada vez mais, e não aceitavam pacificamente a sua conversa.

Havia rivalidade e ódio de todos os outros irmãos para com José, pois viam que o pai tinha preferência por ele (Gênesis 37:4 e 5). Mas José não guardou a sua boca e abriu muito os lábios provocando assim a ruína para si mesmo. Ele contou detalhes do seu sonho entregando um conteúdo maravilhoso aos seus irmãos, os quais não admitiam a sua jovem liderança sobre eles, odiando-o muito mais (Gênesis 37:6 a 8).

Para piorar o quadro, José sonhou mais uma vez e, tal qual a primeira vez, relatou tudo o que sonhara aos irmãos e, agora também ao seu pai (Gênesis 37:9-10). Incrível é que o próprio pai reprovou o filho pelo sonho e o repreendeu e, embora considerando o caso consigo mesmo, demonstrou contestação e, ao mesmo tempo, rejeição a uma possibilidade de se submeter – ele e a sua família – a uma liderança do jovem filho a quem tanto amava (imagine se não o amasse!)

O que a Bíblia afirma categoricamente é que os irmãos tinham CIÚMES de José!

Vocês devem estar entendendo que esses ciúmes não são gratuitos, ou sem um motivo inconsistente! Houve fortes razões para que os 10 irmãos de José ficassem enciumados e sintam ódio de José! Eles tinham o irmão na conta de um PRESUNÇOSO AMEAÇADOR pois, a se concretizarem os dois sonhos, eles seriam servos dele e nem passava pelas suas mentes serem submetidos à liderança de um irmão mais novo, e mais ainda a um filho de outra mãe.

E diante das informações gratuitas de José, é que começaram a traçar planos, estratégias e idéias de como eliminar qualquer possibilidade de concretização aquela ameaça, ainda que manifestada em sonhos. E assim os irmãos de José conspiraram para o matar. (Gênesis 37:18 a 20)

Felizmente o Senhor Deus providenciou para que, no meio daqueles irmãos ciumentos, invejosos e cruéis estivesse pelo menos um mais prudente, talvez por ser o mais velho e experiente – o irmão Rúben – que o livrou das mãos dos irmãos interessados em destruir-lhe a vida, que bradou abertamente: “NÃO LHE TIREMOS A VIDA!”

Mas os mal intencionados, tão logo José chegou perto deles, o cercaram com certeza o seguraram e despiram-no da túnica que ganhara de presente do pai, o que era um dos vários motivos de tanto ódio, rancor e inveja, a túnica talar de várias cores. Uma verdadeira covardia, nove contra um! Depois de despido, ele foi jogado no fundo de uma cisterna, felizmente sem água. José saiu da Matrix* da pior forma possível, traído pelos que considerava seu próprio sangue.

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Logo depois,  José é vendido por 20 moedas de prata para uns parentes distantes – os ismaelitas – que o levaram para o Egito. Como deve ter doído em José toda aquela maldade praticada contra ele! E a Jacó, seu pai, também enganado pelos filhos que lhe devolveram a túnica de José, manchada de sangue! (Uma mentira que foi levando a outra mentira)

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E agora José?!

Então, a primeira lição que a vida de José nos ensina é:

Os planos que Deus lhe revela são entre você e Ele! Nada de sair por aí contando para todo mundo.

No caso de José, revelar o plano de Deus que seria concretizado no futuro quase lhe custou a vida e resultou na sua escravidão no Egito! Sabemos que depois ele teve outro grande sofrimento, por fidelidade exclusiva ao Senhor. Humilhado pelos homens, vítima de falsas acusações, mas mesmo diante disso tudo José prosperou na terra do Egito.

E aquele moço judiado e desprezado tornou-se a pessoa usada por Deus para a preservação da família dos descendentes de Abraão.

E a lição que aprendemos com José é, aprenda a aguardar a providência do Senhor em silêncio, nada de ficar contando para todo mundo o que Deus lhe revelou, pois isto pode causar inveja alheia e muitos aborrecimentos para você, pois não há como prever a reação das pessoas ao nosso redor, mesmo as mais chegadas. Não fique contando os seus sonhos para os outros, isso é assunto exclusivo entre você e Deus, não fique abrindo a boca demais: seu sonho é entre você e Deus!

“O que guarda sua boca e a sua língua, guarda sua alma das angústias”. (Provérbios 21:23).

(Continua)

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