Casamento segundo C.S.Lewis

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C. S. Lewis é um daqueles nomes que dispensam apresentações. Um dos mais celebrados escritores cristãos de todos os tempos, se tornou mundialmente conhecido através de sua coleção de livros infanto-juvenis “As Crônicas de Nárnia”, e certamente é o mais lido apologista cristão. Com respeito às exigências cristãs relativas ao casamento ele é admiravelmente franco e sucinto:

A ideia cristã de casamento se baseia nas palavras de Cristo de que o homem e a mulher devem ser con­siderados um único organismo – tal é o sentido que as palavras “uma só carne” teriam numa língua moderna. Os cristãos acreditam que, quando disse isso, ele não estava expressando um sentimento, mas afirmando um fato — da mesma forma que expressa um fato quem diz que o trinco e a chave são um único mecanismo, ou que o violino e o arco formam um único instrumento mu­sical. O inventor da máquina humana queria nos dizer que as duas metades desta, o macho e a fêmea, foram feitas para combinar-se aos pares, não simplesmente na esfera sexual, mas em todas as esferas. A monstruosidade da relação sexual fora do casamento é que, cedendo a ela, tenta-se isolar um tipo de união (a sexual) de todos os outros tipos de união que deveriam acompanhá-la para compor a união total. A atitude cristã não toma como errada a existência de prazer no sexo, como não considera errado o prazer que temos quando nos alimen­tamos. O erro está em querer isolar esse prazer e tentar buscá-lo por si mesmo, da mesma maneira que não se deve buscar os prazeres do paladar sem engolir e digerir a comida, apenas mastigando-a e cuspindo-a.
 
Em conseqüência, o cristianismo ensina que o ca­samento deve durar a vida toda. Neste ponto, é claro que existem diferenças entre as diversas Igrejas: algumas não admitem o divórcio em hipótese alguma; outras o admitem com relutância em casos específicos. E uma grande lástima que os cristãos divirjam quanto a essa questão; para um leigo, porém, o fato a notar é que, no que diz respeito ao casamento, todas as Igrejas concor­dam muito mais umas com as outras do que concordam com o que vem do mundo exterior. Todas encaram o divórcio como se fosse algo que cortasse ao meio um or­ganismo vivo, como um tipo de cirurgia. Algumas acham que essa cirurgia é tão violenta que não deve ser feita de forma alguma. Outras a admitem como um recurso desesperado em casos extremos. Todas asseveram que o di­vórcio se parece mais com a amputação das pernas do corpo do que com a dissolução de uma sociedade co­mercial ou mesmo com o ato de deserção de um soldado. O que todas elas repudiam é a visão moderna de que o divórcio é simplesmente um reajustamento de parcei­ros, a ser feito sempre que as pessoas não se sentem mais apaixonadas uma pela outra, ou quando uma de­las se apaixona por outra pessoa.
 
Antes de analisar essa visão moderna e sua relação com a castidade, não devemos deixar de considerar sua relação com outra virtude – a saber, a justiça. A justiça, como eu disse antes, inclui a fidelidade à própria pala­vra. Todos os que se casaram na igreja fizeram a promes­sa pública e solene de permanecer unidos até a morte. O dever de cumprir essa promessa não tem nenhum vínculo especial com a moralidade sexual: ela está em pé de igualdade com qualquer outra promessa. Se, como as pessoas hoje em dia insistem em dizer, o impulso se­xual é igual a todos os outros impulsos, então deve ser tratado em pé de igualdade com eles. Assim como o gozo de todo e qualquer impulso é controlado por nos­sas promessas, assim deve ser o gozo do impulso sexual. No entanto, se, segundo penso, ele não é igual a nossos demais impulsos, mas encontra-se morbidamente in­flamado, devemos ter mais cautela para que ele não nos leve à desonestidade.
 
Certas pessoas podem retrucar dizendo que consi­deram a promessa feita na igreja uma simples formali­dade, a qual nunca tencionaram cumprir. A quem, en­tão, pretendiam enganar quando fizeram tal promessa? A Deus? Isso não é nada sensato. A si mesmas? Isso não é muito mais sensato que a alternativa anterior. Enganar a noiva, o noivo, os sogros? Isso é traição. E mais fre­qüente, na minha opinião, o casal (ou um deles) querer enganar o público. Quer a respeitabilidade que vem do casamento sem ter de pagar por isso: ou seja, são impostores, são enganadores. Se essas pessoas são desonestas e não se preocupam com isso, não tenho nada a lhes dizer. Quem poderia adverti-las a seguir o nobre, mas penoso, dever da castidade, se elas não pretendem nem mesmo ser honestas? Caso recobrassem a razão, a pró­pria promessa feita as constrangeria. Tudo isso, como você pode notar, está circunscrito ao âmbito da justiça, e não da castidade. Se as pessoas não acreditam em ca­samento para sempre, talvez seja melhor viver juntas sem estar casadas que fazer uma promessa que não pre­tendem cumprir. É claro que, ao viver juntas sem estar unidas pelo matrimônio, elas são culpadas de fornicação (sob o ponto de vista cristão). Uma falta, porém, não conserta a outra: a falta de castidade não é mino­rada quando a ela se acrescenta o perjúrio.
 
A ideia de que “estar enamorado” é o único motivo válido para permanecer casado é totalmente contrária à ideia do matrimônio como um contrato ou mesmo como uma promessa, Se tudo se resume ao amor, o ato da promessa nada lhe acrescenta; e, assim, nem deveria ser feito. Uma coisa curiosa é que os próprios amantes, enquanto permanecem apaixonados, sabem disso mui­to mais que os que só falam de amor. Como observou Chesterton(1), os apaixonados têm a tendência natural de fazer promessas um ao outro. As canções de amor do mundo inteiro estão repletas de juras de fidelidade eter­na. A lei cristã não exige do amor algo que é alheio à sua natureza: exige apenas que os amantes levem a sério algo que a própria paixão os impele a fazer.
 
E é evidente que a promessa de ser fiel para sem­pre, que fiz quando estava apaixonado e porque o estava, deve ser cumprida mesmo que deixe de estar. A promes­sa diz respeito a ações, a coisas que posso fazer: ninguém pode fazer a promessa de ter um determinado senti­mento para sempre. Seria o mesmo que prometer nunca mais ter dor de cabeça ou nunca mais ter fome. Pode-se perguntar, no entanto, qual o sentido de manter uni­das duas pessoas que não se amam mais. Existem várias razões sociais bem fundamentadas para tanto: dar um lar para os filhos, proteger a mulher (que provavelmen­te sacrificou a carreira pelo casamento) de ser trocada por outra quando o marido se cansar dela. Existe, no entanto, um outro motivo do qual estou bastante con­vencido, mesmo que o julgue difícil de explicar.
 
E difícil porque tanta gente não consegue se dar con­ta de que, mesmo que “B” seja melhor que “C”, talvez “A” seja melhor que ambos. As pessoas gostam de racio­cinar com os termos “bom” e “mau”, não com os ter­mos “bom”, “melhor” e “o melhor de todos”, e “ruim”, “pior” e “o pior de todos”. Elas perguntam se você jul­ga o patriotismo uma coisa boa; se você responde que ele é muito melhor que o egoísmo dos indivíduos, mas bastante inferior à caridade universal, e que deve ceder lugar a esta sempre que os dois estiverem em conflito, elas acham sua resposta evasiva. Perguntam o que você acha dos duelos. Se você responde que é muito melhor um homem perdoar o próximo que duelar com ele, mas que o duelo pode ser uma alternativa melhor que uma inimizade eterna, expressa no esforço secreto de causar a ruína do oponente, elas se queixam de que você não ofe­receu uma resposta franca e direta. Espero que ninguém cometa o mesmo erro com o que tenho a dizer agora. O que chamamos de “estar apaixonado” é um esta­do maravilhoso e, sob diversos aspectos, benéfico para nós. Ajuda-nos a ser mais generosos e corajosos, abre nos­sos olhos não apenas para a beleza do objeto amado, mas para toda a beleza, e subordina (especialmente no início) nossa sexualidade animal; nesse sentido, o amor é o grande subjugador do desejo. Ninguém que tenha o uso perfeito da razão negaria que estar apaixonado é melhor que a sensualidade ordinária ou o frio egocen­trismo. Mas, como eu disse antes, “a coisa mais perigosa que podemos fazer é tomar um certo impulso de nossa natureza como padrão a ser seguido custe o que custar”. Estar apaixonado é muito bom, mas não é a melhor coisa do mundo. Existem muitas coisas abaixo, mas tam­bém muitas outras acima disso. A paixão amorosa não pode ser a base de uma vida inteira. E um sentimento nobre, mas, mesmo assim, é apenas um sentimento. Não podemos nos fiar em que um sentimento vá con­servar para sempre sua intensidade total, ou mesmo que vá perdurar. O conhecimento perdura, como também os princípios e os hábitos, mas os sentimentos vêm e vão.
 
E, o que quer que as pessoas digam, a verdade é que o estado de paixão amorosa normalmente não dura. Se o velho final dos contos de fadas: “E viveram felizes para sempre”, quisesse dizer que “pelos cinqüenta anos seguin­tes sentiram-se atraídos um pelo outro como no dia anterior ao casamento”, estaria se referindo a algo que não acontece na realidade, que não pode acontecer e que, mesmo que pudesse, seria pouquíssimo recomendável. Quem conseguiria viver nesse estado de excitação mes­mo por cinco anos? Que seria do trabalho, do apetite, do sono, das amizades? E claro, porém, que o fim da pai­xão amorosa não significa o fim do amor. O amor nesse segundo sentido – distinto da “paixão amorosa” – não é um mero sentimento. E uma unidade profunda, man­tida pela vontade e deliberadamente reforçada pelo há­bito; é fortalecida ainda (no casamento cristão) pela graça que ambos os cônjuges pedem a Deus e dele re­cebem. Eles podem fruir desse amor um pelo outro mes­mo nos momentos em que se desgostam, da mesma for­ma que amamos a nós mesmos mesmo quando não gos­tamos da nossa pessoa. Conseguem manter vivo esse amor mesmo nas situações em que, caso se descuidas­sem, poderiam ficar “apaixonados” por outra pessoa. Foi a “paixão amorosa” que primeiro os moveu a jurar fidelidade recíproca. O amor sereno permite que cum­pram o juramento. E através desse amor que a máquina do casamento funciona: a paixão amorosa foi a fagulha que a pôs em funcionamento.
 
Se você discorda de mim, é claro que vai dizer: “Ele não sabe do que está falando. Ele nem é casado.” Talvez você tenha razão. Antes de dizer isso, porém, tome o cuidado de embasar seu julgamento nas coisas que você conhece por experiência pessoal ou pela obser­vação de seus amigos, e não em idéias derivadas de ro­mances ou de filmes. Isso não é tão fácil de fazer quanto as pessoas pensam. Nossa experiência é preenchida pelas cores dos livros, peças de teatro e filmes do cinema, e é necessário ter paciência para delas desentranhar e para separar o que aprendemos da vida por nós mesmos.
 
As pessoas tiram dos livros a ideia de que, se você casou com a pessoa certa, viverá “apaixonado” para sem­pre. Como resultado, quando se dão conta de que não é isso o que ocorre, chegam à conclusão de que comete­ram um erro, o que lhes daria o direito de mudar – não percebem que, da mesma forma que a antiga paixão se desvaneceu, a nova também se desvanecerá. Nesse de­partamento da vida, como em qualquer outro, a excita­ção é própria do início e não dura para sempre. A emoção intensa que um garoto tem quando pensa em aprender a pilotar um avião não sobrevive quando ele se junta à Força Aérea, onde realmente vai aprender o que é voar. A palpitação de conhecer um lugar novo se esvai quando se passa a morar lá. Acaso quero dizer que não devemos aprender a voar ou não devemos morar num lugar apra­zível? De jeito nenhum. Em ambos os casos, se você perseverar, o arrepio da novidade, quando morre, é com­pensado por um interesse mais sereno e duradouro. Além disso (e mal consigo lhe dizer o quanto isto é importan­te), são exatamente as pessoas dispostas a sofrer a perda do frêmito inicial e a acatar esse interesse mais sóbrio que têm maior probabilidade de encontrar novas emo­ções em campos diferentes. O homem que aprendeu a voar e se tornou um bom piloto subitamente descobre a música; o homem que se estabeleceu num local idílico descobre a jardinagem.
 
Segundo me parece, essa é uma pequena parte do que Cristo quis dizer quando afirmou que nada pode viver realmente sem antes morrer. Simplesmente não vale a pena tentar manter viva uma sensação forte e fu­gaz: é a pior coisa que podemos fazer. Deixe o frisson ir embora — deixe-o morrer. Se você passar por esse perío­do de morte e penetrar na felicidade mais discreta que o segue, passará a viver num mundo que a todo tempo lhe dará novas emoções. Mas, se fizer das emoções for­tes a sua dieta diária e tentar prolongá-las artificialmen­te, elas vão se tornar cada vez mais fracas, cada vez mais raras, até você virar um velho entediado e desiludido para o resto da vida. É por serem tão poucas as pessoas que entendem isso que encontramos tantos homens e mulheres de meia-idade lamentando a juventude per­dida, na idade mesma em que novos horizontes deve­riam descortinar-se e novas portas deveriam abrir-se. E muito mais divertido aprender a nadar que tentar resga­tar incessantemente (e inutilmente) a sensação da pri­meira vez que chapinhamos na água quando garotos.
 
Outra ideia que apreendemos de romances e peças de teatro é que a paixão amorosa é algo irresistível, algo que simplesmente “contraímos”, como sarampo. Por acre­ditar nisso, certas pessoas casadas largam tudo e se atiram a um novo amor quando se sentem atraídas por alguém. Penso, porém, que essas paixões irresistíveis são muito mais raras na vida real que nos livros, pelo menos depois de chegarmos à idade adulta. Quando conhecemos uma pessoa bonita, inteligente e bem-humorada, é claro que devemos, num certo sentido, admirar e amar essas belas qualidades. Porém, não cabe a nós em boa medida julgar se esse amor deve ou não dar lugar ao que chamamos de paixão amorosa? Sem dúvida, se nossa cabeça está cheia de romances, peças e canções sentimentalistas, e nosso corpo está cheio de álcool, vamos tender a transformar qualquer amor nesse tipo específico de amor, da mesma forma que, se houver uma valeta junto à estrada num dia de chuva, toda a água vai correr por ela, ou, se você esti­ver usando um par de óculos de lentes azuis, tudo ficará azulado. A culpa será sua.
 
Antes de deixar a questão do divórcio, gostaria de esclarecer a distinção entre duas coisas que geralmente se confundem. Uma delas é a concepção cristã de casa­mento; a outra, completamente diferente, é se os cris­tãos, enquanto eleitores ou membros do Parlamento, de­vem impor sua visão do casamento sobre o restante da comunidade, incorporando essa visão às leis estatais que regem o divórcio. Um grande número de pessoas pare­ce pensar que, se você é cristão, deve tentar tornar o di­vórcio difícil para todo o mundo. Eu não penso assim. Pelo menos creio que ficaria bastante zangado se os mu­çulmanos tentassem proibir que o restante da popula­ção tomasse vinho. Minha opinião é que as Igrejas devem reconhecer francamente que a maioria dos britâ­nicos não são cristãos, e, portanto, não se deve esperar que levem uma vida cristã. Deve haver dois tipos dis­tintos de casamento: um governado pelo Estado, com regras aplicáveis a todos os cidadãos, e outro governa­do pela Igreja, com regras que ela mesma aplica a seus membros. A distinção entre os dois tipos deve ser bas­tante nítida, de tal forma que se saiba sem sombra de dúvida quais casais são casados pela Igreja e quais não.
 
Isso já é o bastante a respeito da doutrina cristã da indissolubilidade do casamento. Resta tratar de outra coisa, ainda menos popular. As esposas cristãs fazem o voto de obedecer a seus maridos. No casamento cristão, diz-se que os homens são a “cabeça”. Duas questões ob­viamente se levantam. (1) Por que a necessidade de uma “cabeça” — por que não a igualdade? (2) Por que a “cabeça” deve ser o homem?
 
1. A necessidade de uma cabeça segue-se da ideia de que o casamento é permanente. É claro que, na me­dida em que o marido e a esposa estão de acordo, a ne­cessidade de um líder desaparece; e gostaríamos que esse fosse o estado de coisas normal no casamento cristão. Mas, quando existe um desacordo real, o que se deve fa­zer? Conversar sobre o assunto, é claro; estou partindo da ideia de que tentaram fazer isso e mesmo assim não conseguiram chegar a um acordo. O que fazer então? O casal não pode decidir por votação, pois não existe maioria absoluta entre duas pessoas. Certamente, uma das duas coisas pode acontecer: podem separar-se e cada um ir para o seu lado, ou então uma das partes deve ter o poder de decisão. Se o casamento é permanente, uma das duas partes deve, em última instância, ter o poder de decidir a política familiar. Não se pode ter uma asso­ciação permanente sem uma constituição.
 
2. Se há a necessidade de um líder, por que o ho­mem? Em primeiro lugar, pergunto: existe uma vontade generalizada de que isso caiba à mulher? Como eu dis­se, não sou casado, mas, pelo que vejo, nem mesmo a mulher que quer ser a chefe de sua própria casa admira essa situação quando a observa na casa ao lado. Nessas circunstâncias, costuma exclamar: “Pobre sr. X! Por que ele se deixa dominar por aquela mulherzinha horrível? Isso está acima da minha compreensão.” Também não penso que ela fique lisonjeada quando alguém mencio­na o fato de ser ela a “cabeça”. Deve haver algo de anti-natural na proeminência das esposas sobre os maridos, pois as próprias esposas ficam bastante envergonhadas disso e desprezam o marido que se submete. Porém, há mais uma razão, e sobre ela falo francamente a partir da minha condição de solteiro, pois pode ser vista me­lhor por quem está de fora que por quem está dentro. As relações da família com o mundo exterior – o que poderíamos chamar de política externa — devem de­pender, em última análise, do homem, porque ele deve ser, e normalmente é, mais justo em relação às pessoas de fora. A mulher luta prioritariamente pelos filhos e pelo marido contra o resto do mundo. Naturalmente e, em certo sentido, quase com razão, as necessidades de­les são priorizadas em detrimento de todas as outras ne­cessidades. A mulher é a curadora especial dos interes­ses da família. A função do marido é garantir que essa predisposição natural da mulher não chegue a predo­minar. Ele tem a última palavra para proteger as outras pessoas do intenso patriotismo familiar da esposa. Se al­guém duvida de mim, deixe-me fazer uma pergunta simples. Se seu cachorro mordeu a criança da casa ao lado, ou se seu filho machucou o cachorro do vizinho, com quem você prefere tratar — com o chefe da família ou com a dona da casa? E, se você é uma mulher casada, deixe-me fazer outra pergunta. Apesar de admirar seu marido, você não diria que a falha principal dele está em não fazer valer os direitos da família contra os dos vizinhos tão vigorosamente quanto você gostaria? Não seria ele apaziguador demais?
 
1 Gilbert Keith Chesterton (1874-1936), escritor cristão inglês. (N. doR.T.)
 
Cap.6 – O Cristianismo Puro e Simples
 
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