O que é pós-modernidade

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Estamos vivendo uma época da história da humanidade de profunda mudança em todos os segmentos da sociedade. Paira sobre nossa geração uma nova visão de encarar a realidade e de celebrar a vida. E essa mudança ocorrida de forma rápida e transacional em nossa sociedade é denominada “Pós-Modernidade”.



A origem do conceito está na Revolução Francesa, com seu lema “Liberdade, igualdade e fraternidade”. Os avanços tecnológicos do século XVIII fizeram surgir um novo mito, a ideia de progresso a partir das ideias iluministas. A pós-modernidade nasce da modernidade, na verdade a modernidade era o período de “gestação da pós-modernidade”, colocando que os avanços tecnológicos, como a microeletrônica, a internet, a robótica, que hoje permitem uma nova forma de vivenciar o contemporâneo, são, na realidade, frutos da própria modernidade. A pós-modernidade de fato teve início a partir dos anos de 1960. 

O período tem tido diversas ramificações políticas: suas “ideias anti-ideológicas” parecem ter sido positivamente associadas com o movimento feminista, aos movimentos de igualdade racial e a favor dos direitos dos homossexuais, a maioria das formas do anarquismo do final do século XX, de movimentos pacifistas e vários híbridos destes com os atuais movimentos antiglobalização. Apesar de nenhuma dessas instituições abarcarem inteiramente todos aspectos do Movimento Pós-Moderno, todos eles refletiram ou pegaram emprestado alguma de suas ideias mais centrais.

Para compreender a Pós-Modernidade há de se compreender a evolução do marxismo:
1.Marxismo teórico;
2.Marxismo na prática, tal como este foi vivido na União Soviética;
3.Escola de Frankfurt.
No fundo, as linhas da árvore genealógica do Pós-Modernismo são traçadas ao longo da evolução do Marxismo, da teoria para a sua aplicação prática (e os sinais do seu fracasso). 

A pós-modernidade tem predomínio do instantâneo, da perda de fronteiras, gerando a ideia de que o mundo está cada vez menor através do avanço da tecnologia. Estamos diante de um mundo virtual, imagem, som e texto em uma velocidade instantânea.

Mudam-se valores: é o novo, o fugidio, o efêmero, o fulgaz, o individualismo, que valem. A aceleração transforma o consumo numa rapidez nunca vivenciada: tudo é descartável (desde copos a maridos/ou esposas). A publicidade manipula desejos, promove a sedução, cria novas imagens e signos, eventos como espetáculos, valorizando o que a mídia dá ao transitório da vida. 

Testemunhas da pós-modernidade são o DVD, o CD, o MP3, a clonagem, o implante de órgãos, próteses e órgãos artificiais engendram uma geração de seres em estados artificiais que colocam em xeque a originalidade ou naturalidade do humano.

Relativismo: tudo é relativo, não há verdade absoluta. Cada um tem sua opinião e deve ser aceita enquanto verdadeira para ele. Temos o paralelo na Bíblia em Juízes 21:25 – “Naqueles dias, não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais correto. Essa forma de pensar (o relativismo) fez a sociedade retroceder uns 3.000 anos já que o livro de Juízes retrata um período histórico por volta de 1.300 a. C.

O relativismo defende que podem existir diferentes interpretações para a mesma coisa e todas podem ser verdadeiras, depende do ponto de vista. Isso explica as diferentes “seitas”, com ênfases em pressupostos nada bíblicos. Atenção para a recomendação: “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridão luz e da luz, escuridão; põem o amargo por doce e o doce por amargo! Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e prudentes em seu próprio conceito” (Is. 5:20-21).

Pluralismo cultural e religioso: então as outras religiões também são boas e verdadeiras? A ideia de respeitar todos os pontos de vista fez com que a sociedade criasse aceitação a várias formas de “interpretar” a Deus, como a de que boas ações lhe garantem uma salvação espiritual. Não devem existir interpretações, mas sim, entendimento ao que está fielmente escrito. Ver Gálatas 1.9.

Niilismo: o excesso de discursos leva ao vazio discursivo. As ideologias já não explicam mais os fenômenos da sociedade moderna. Cria-se um clima de desesperança e vazio em relação ao futuro.

Ética Moral: princípios bíblicos determinam a conduta correta, porém, no mundo pós moderno há inversão de valores:

– homossexualidade é “opção de vida”;
– Adultério é encarado como “aventura”, “diversão” ou até mesmo uma “necessidade”;
– sexo pré-conjugal é uma experiência válida;
– Aborto é um direito constitucional sobre o corpo;
– Desafiar a autoridade, o “ser rebelde” é uma glamurização”;
– troca de sexo é uma correção natural, em prol de uma vida feliz.

A “sabedoria” do mundo exclui a Deus, glorifica a auto-suficiência, incitando o homem a ter autoridade suprema (papel de Ninrode). Em I Cor 3.19 essa sabedoria é chamada de loucura por Deus.

A filosofia, ou qualquer outra ciência que é fonte de sabedoria humana, não tem a capacidade de explicar o Evangelho do caminho da cruz: “Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas para envergonhar os fortes” (I Cor 1.27). Observe alguns exemplos:
– Mentira das parteiras (pois é melhor obedecer a Deus do que ao Faraó. Ex 1:15-19);
– A jumenta que falou a Balaão; 
– O retroceder do sol (Is. 38.8);
– 7 estéreis que conceberam: Sara, rebeca, Raquel mãe de Sansão, Ana, A Sunamita que cuidou de Eliseu e Isabel mãe de João Batista;
– A morte de cruz: humilhação e dor para que seu nome fosse exaltado e para que todo joelho se dobre.
Satanás age ao contrário: escolhe as coisas que são legalmente aceitas, dentro da lei, para aniquilar a verdade. Vejam os exemplos:
– Jezabel conclama jejum e oração, além de testemunhas (apesar de falsas), para roubar a vinha de Nabote (IReis 21.8-9);
– No deserto Satanás tentou Jesus usando as Escrituras;
– A oração de Daniel foi usada contra ele.

Façamos uma pausa. Vamos ler Daniel 1:1-15:

“No terceiro ano do reinado de Jeoaquim, rei de Judá, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio a Jerusalém e a sitiou.
E o Senhor entregou Jeoaquim, rei de Judá, nas suas mãos, e também alguns dos utensílios do templo de Deus. Ele levou os utensílios para o templo do seu deus na terra de Sinear e os colocou na casa do tesouro do seu deus.
Então o rei ordenou que Aspenaz, o chefe dos oficiais da sua corte, trouxesse alguns dos israelitas da família real e da nobreza;
jovens sem defeito físico, de boa aparência, cultos, inteligentes, que dominassem os vários campos do conhecimento e fossem capacitados para servir no palácio do rei. Ele devia ensinar-lhes a língua e a literatura dos babilônios.
O rei designou-lhes uma porção diária de comida e de vinho da própria mesa do rei. Eles receberiam um treinamento durante três anos, e depois disso passariam a servir o rei.
Entre esses estavam alguns que vieram de Judá: Daniel, Hananias, Misael e Azarias.
O chefe dos oficiais deu-lhes novos nomes: a Daniel deu o nome de Beltessazar; a Hananias, Sadraque; a Misael, Mesaque; e a Azarias, Abede-Nego.
Daniel, contudo, decidiu não se tornar impuro com a comida e com o vinho do rei, e pediu ao chefe dos oficiais permissão para se abster deles.
E Deus fez com que o homem fosse bondoso para com Daniel e tivesse simpatia por ele.
Apesar disso, ele disse a Daniel: “Tenho medo do rei, o meu senhor, que determinou a comida e a bebida de vocês. E se ele os achar menos saudáveis que os outros jovens da mesma idade? O rei poderia pedir a minha cabeça por causa de vocês”.
Daniel disse então ao homem que o chefe dos oficiais tinha encarregado de cuidar de Daniel, Hananias, Misael e Azarias:
“Peço-lhe que faça uma experiência com os seus servos durante dez dias: Não nos dê nada além de vegetais para comer e água para beber.
Depois compare a nossa aparência com a dos jovens que comem a comida do rei, e trate os seus servos de acordo com o que você concluir”.
Ele concordou e fez a experiência com eles durante dez dias.
Passados os dez dias eles pareciam mais saudáveis e mais fortes do que todos os jovens que comiam a comida da mesa do rei.”



Agora, vamos entender o que a ciência trata como cultura. Este termo atinge muitas definições, mas em geral, identifica os valores, tradições, costumes de um povo numa determinada época. A formação cultural abrange os pensamentos dominantes sobre sexo, idade e classe social. Em geral: “nosso jeito de pensar, sorrir, falar, agir, julgar, vestir, comer, trabalhar” (CARVALHO et al, 2005).

É aí que está o problema! Ao que estamos nos subordinando. Daniel, Hananias, Misael e Azarias escolheram não se contaminar com as iguarias do rei, então não seria possivel afirmar que eles escolheram não se contaminar com a cultura dominante?

Será que nós não temos nos rendido à cultura dominante, nos dobrando a ídolos da TV e da internet? (leiamos Daniel 3.15-18).

Agora, porém, quando vocês ouvirem o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da harpa, do saltério, da flauta dupla e de toda espécie de música, se vocês se dispuserem a prostrar-se em terra e a adorar a imagem que eu fiz, será melhor para vocês. Mas, se não a adorarem, serão imediatamente atirados numa fornalha em chamas. E que deus poderá livrá-los das minhas mãos? “
Sadraque, Mesaque e Abede-Nego responderam ao rei: “Ó Nabucodonosor, não precisamos defender-nos diante de ti.
Se formos atirados na fornalha em chamas, o Deus a quem prestamos culto pode livrar-nos, e ele nos livrará das suas mãos, ó rei.
Mas, se ele não nos livrar, saiba, ó rei, que não prestaremos culto aos seus deuses nem adoraremos a imagem de ouro que mandaste erguer”.
Daniel 3:15-18



A Igreja não pode se embriagar com a proposta do evangelho humanista de ser rica, famosa, de angariar status da sociedade, mas deve se preocupar exclusivamente com a glória de Deus. Pensando assim ela irá romper as barreiras porque ela não está interessada naquilo que o homem pode dar como: dinheiro, intelectualidade etc., mas ela está interessada em levar pessoas a conhecer Cristo e seu Reino.

Nesta era Pós-Moderna não podemos esconder a nossa vida por trás de grandes argumentos racionais, porque agora os mesmos não impressionam mais. Nesta era, mais do que com palavras, evangelizemos com ações, com uma postura de amor pelos outros, com uma axiologia saturada pela ética e pelos valores do reino, e com uma mensagem encarnada, que saia dos templos e que se misture com a geração desencantada. Vale a pena refletir: 

“Tudo me é permitido”, mas nem tudo convém. “Tudo me é permitido”, mas eu não deixarei que nada domine.
1 Coríntios 6:12

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